O mais caro deixou de ser o melhor
A Anthropic lançou o Opus 5.5 mais barato que o Opus 5 e com a maior nota do índice; a OpenAI entregou a mesma nota pela metade do preço. O topo da fronteira agora cobra US$ 20, e os modelos de US$ 50 ficaram cinco pontos atrás. Cinco movimentos sobre o que o preço deixou de dizer.
Em 22 de setembro, a Anthropic lançou o Claude Opus 5.5 a US$ 4 de entrada e US$ 20 de saída por milhão de tokens — 20% abaixo do Opus 5 —, e a Artificial Analysis o mediu em 58, a maior nota do índice “por vários pontos”.[1,2] No mesmo dia, a OpenAI lançou o GPT-6 Sol e o GPT-6 Luna pela metade do preço da geração anterior, com a mesma nota.[7,8] Seis dias depois, o Claude Sonnet 5.5 chegou a US$ 10 de saída com 56.[5,6] Os dois modelos de US$ 50, GPT-6 Astra e Claude Fable 5.1, seguem com 53.
A tese desta edição: preço de fronteira deixou de ser sinal de capacidade de fronteira. Até a semana passada, o modelo mais caro também era o mais bem colocado; agora o líder cobra 40% do que cobra o mais caro. O que separa os modelos passou a ser o que a tabela de preço não mostra: quantos tokens cada um gasta por tarefa, se o pensamento pode ser desligado, quem responde quando um filtro bloqueia — e de quem é o número de benchmark que o anúncio cita.
Os movimentos: o primeiro lugar a US$ 20; a mesma nota pela metade; os 70,6% do Terminal-Bench e quem os mediu; o pensamento que não desliga e o cache a 5%; e a licença que tira do painel o segundo melhor modelo aberto. Se só der tempo para um: o terceiro.
Juízos
- 1
Até 31 de março de 2027, o modelo mais bem colocado no índice da Artificial Analysis não volta a ser o de maior preço de saída entre OpenAI, Anthropic e Google.
- 2
Até 31 de março de 2027, nem o Opus 5.5 nem o Sonnet 5.5 chegam, no placar oficial do Terminal-Bench 4.0, aos números que a Anthropic publicou para eles (66,4% e 70,6%).
- 3
Até 31 de março de 2027, a Anthropic passa a permitir desligar o pensamento do Opus 5.5 pela API.
- 4
Até 31 de março de 2027, a Artificial Analysis mede um modelo que gasta mais tokens de saída por tarefa do que o Sonnet 5.5 no esforço máximo.
- 5
Até 31 de março de 2027, a Z.ai publica sob MIT ou Apache 2.0 um modelo com nota acima da do GLM-5.3 no índice.
Painel
Como cada indicador é medido
- Preço da fronteira fechada.
- Preço de lista, contexto curto, do modelo mais caro de uso geral entre OpenAI, Anthropic e Google no dia da edição.
- Preço do aberto permissivo.
- Desde o nº 2: preço de lista de saída, na API do próprio laboratório, do modelo de pesos abertos sob MIT ou Apache 2.0 mais bem colocado no Índice de Inteligência da Artificial Analysis. Até o nº 1, era o menor preço entre os abertos permissivos com índice ≥ 55 — um corte que a escala nova do índice (v4.3, 7 de setembro) deixou sem nenhum modelo.
- A tesoura.
- Razão entre os dois indicadores acima. Mede a distância de preço, não de capacidade.
- Teto do Terminal-Bench 4.0.
- Maior pontuação divulgada na versão corrente do Terminal-Bench, autorreportada ou independente — sempre dito qual. Quando a versão muda, a série recomeça.
- Teto do SWE-bench Science.
- Melhor modelo no leaderboard mantido pelo grupo OpenMOSS (Fudan), independente dos fornecedores. 119 tarefas: diferenças de poucos pontos são ruído.
- PBIA: dinheiro que virou edital.
- Soma dos editais e chamadas publicados com valor fixo e prazo cujo objeto declara o Plano Brasileiro de IA (R$ 23 bilhões anunciados para 2024–2028). Anúncios, parcerias sem edital e fundos com faixa de aporte em vez de valor não entram.
O primeiro lugar custa US$ 20
O Claude Opus 5.5 chegou 20% mais barato que o Opus 5 e com a maior nota do índice da Artificial Analysis. Os dois modelos de US$ 50 ficaram cinco pontos atrás. Pela primeira vez desde que o painel existe, o mais caro não é o mais capaz.
Em 22 de setembro a Anthropic lançou o Claude Opus 5.5 (claude-opus-5-5): US$ 4 por milhão de tokens de entrada e US$ 20 de saída, contra US$ 5 e US$ 25 do Opus 5. Há um modo rápido, até 2,5 vezes mais veloz, a US$ 8 e US$ 40. A janela é de um milhão de tokens e a saída chega a 128 mil.1,3 No mesmo dia, a Artificial Analysis o mediu em 58 no índice, no esforço máximo — “a maior nota que medimos, por vários pontos”. Em esforço alto, 54; médio, 51; baixo, 42.2
Seis dias depois veio o Claude Sonnet 5.5, ao mesmo preço do Sonnet 5 — US$ 2 e US$ 10 —, com 56 no índice: segundo lugar, dois pontos atrás do Opus. A Artificial Analysis registrou também que ele gasta mais tokens de saída por tarefa do que qualquer modelo que ela já mediu.5,6 A figura 1 refaz o gráfico de nota contra preço com os lançamentos da semana.
Astra e Fable 5.1 têm a mesma nota e o mesmo preço; o ponto é um só. O preço do Grok 4.7 é o “a partir de” do anúncio.
Ver os dados
| preço de saída, US$/M tokens | índice de inteligência (v4.3) | ||
|---|---|---|---|
| MiMo-V2.6-Pro | pesos abertos (MIT) | US$ 0,87 | 46,0 |
| GLM-5.3-Flash | pesos abertos (MIT) | US$ 0,50 | 42,0 |
| MiMo-V2.6-Flash | pesos abertos (MIT) | US$ 0,28 | 38,0 |
| Claude Opus 5.5 | fechados | US$ 20,00 | 58,0 |
| Claude Sonnet 5.5 | fechados | US$ 10,00 | 56,0 |
| GPT-6 Astra · Claude Fable 5.1 | fechados | US$ 50,00 | 53,0 |
| GPT-6 Sol | fechados | US$ 10,00 | 48,0 |
| Grok 4.7 | fechados | US$ 6,00 | 46,0 |
| GPT-6 Luna | fechados | US$ 0,50 | 38,0 |
| GLM-5.3 | pesos abertos (licença própria) | US$ 4,40 | 45,0 |
No gráfico do nº 1, o ponto mais alto ficava na ponta direita, a US$ 50. Agora fica no meio. Os dois modelos de US$ 50 seguem com 53; o Opus 5.5 cobra 40% disso e marca 58, e o Sonnet 5.5 cobra 20% e marca 56. O indicador de preço da fronteira continua em US$ 50, porque mede o modelo mais caro, não o melhor — e a diferença entre os dois, que até aqui não existia, passa a ser o dado mais interessante do painel.
Duas ressalvas mudam a leitura. A primeira é o esforço: o mesmo Opus 5.5 vai de 42 a 58 conforme o quanto se deixa ele pensar, e cada ponto a mais custa tokens. No esforço alto, 54, ele já passa o Astra no máximo. A segunda é o consumo: preço por token igual ao do Sonnet 5 não quer dizer custo por tarefa igual, e o Sonnet 5.5 é o modelo que mais escreve por tarefa entre todos os que a Artificial Analysis mediu. A Anthropic diz que ele custa “até 30% menos por tarefa”; é um número dela, sem método publicado.5,6
A mesma nota pela metade
O GPT-6 Sol e o GPT-6 Luna marcam o que marcavam os modelos que substituem e custam metade. Três dias depois, a OpenAI avisou que um erro de imagem tinha degradado os dois — e que as avaliações com imagem precisavam ser refeitas.
Também em 22 de setembro, a OpenAI lançou o GPT-6 Sol e o GPT-6 Luna. O Sol custa US$ 2 por milhão de tokens de entrada, US$ 0,20 em cache e US$ 10 de saída; o GPT-5.6 Sol, que ele substitui, custava US$ 4 e US$ 20. O Luna custa US$ 0,10, US$ 0,01 e US$ 0,50, contra US$ 0,20 e US$ 1,20 do anterior.7,9 A Artificial Analysis mediu os dois no mesmo nível da geração 5.6: 48 para o Sol (o 5.6 tinha 47) e 38 para o Luna (o 5.6 também).8
O preço por token conta metade da história. A outra metade é quantos tokens o modelo gasta para resolver a mesma tarefa. A Artificial Analysis publica o custo de rodar cada modelo no índice inteiro, e a figura 2 mostra a conta por tarefa: o Sol caiu 47%, o Luna, 61%.8
No índice de agentes de código da Artificial Analysis, o Sol subiu dois pontos (57) e o Luna caiu dois (41).
Ver os dados
| GPT-5.6 | GPT-6 | |
|---|---|---|
| Sol · índice 47 → 48 | US$ 1,99 | US$ 1,06 |
| Luna · índice 38 → 38 | US$ 0,18 | US$ 0,07 |
É a forma mais útil de corte de preço para quem já tem produto: o mesmo agente, a mesma qualidade medida, metade da conta, sem reescrever nada além do nome do modelo. O GPT-5.6 tinha saído em junho; em três meses, a OpenAI entregou a mesma capacidade pela metade. Se o ritmo se mantiver, o custo de manter um agente parado — sem trocar de fornecedor, sem otimizar prompt — cai sozinho, e a decisão de migrar para um modelo aberto mais barato fica menos urgente do que parecia no nº 3.
Com uma ressalva que veio três dias depois. Em 25 de setembro, a OpenAI corrigiu um erro de codificação de imagem que degradava o Sol e o Luna e recomendou refazer as avaliações que usam imagem.7 Quem testou os dois modelos com documentos escaneados, telas ou gráficos entre 22 e 25 de setembro mediu o erro, não o modelo. A lição vale para qualquer lançamento: a primeira semana de um modelo é também a primeira semana do serviço que o serve, e as duas coisas aparecem misturadas na avaliação.
Setenta vírgula seis, segundo quem?
O teto do Terminal-Bench 4.0 subiu onze pontos numa semana, com dois números da Anthropic sobre os próprios modelos. São números com método publicado e calibração declarada. Também são números em que, de vez em quando, outro modelo respondeu.
No lançamento do Opus 5.5, a Anthropic publicou 66,4% no Terminal-Bench 4.0, no esforço xhigh; no máximo, segundo o system card, o modelo marca 64,8%, “dentro do ruído”.1,10 Seis dias depois, o Sonnet 5.5 veio com 70,6% — o Sonnet 5 tinha 10,3% na mesma tabela.5 Os dois números são autorreportados, mas vêm com o que falta à maioria: cinco rodadas por tarefa, erro padrão de 2,5 a 2,6 pontos, o agente usado (Claude Code), e uma calibração — no setup da Anthropic, o Opus 5 marca 52,3%, e no placar oficial do benchmark, 51,8%.10 A figura 3 mostra o que se sabia do teste no fim da semana.
Em 28 de setembro, o placar oficial ainda não tinha entradas do Opus 5.5 nem do Sonnet 5.5.
Ver os dados
| % de tarefas resolvidas | |
|---|---|
| Claude Sonnet 5.5 · Anthropic | 70,6% |
| Claude Opus 5.5 (xhigh) · Anthropic | 66,4% |
| GPT-6 Astra · Artificial Analysis | 59,1% |
| GPT-6 Astra · placar oficial | 58,2% |
| Claude Fable 5.1 · placar oficial | 57,9% |
| Claude Sonnet 5 · Anthropic | 10,3% |
A calibração é o argumento mais forte a favor dos números: se o setup interno reproduz o placar público num modelo antigo, é razoável esperar que reproduza nos novos. É razoável, não garantido — e o placar oficial ainda não tinha os modelos novos para conferir. O painel registra o teto como 70,6%, autorreportado, e diz isso ao lado do número. É um salto de onze pontos sobre os 59,1% independentes da semana anterior.
Quando outro modelo responde
O system card do Sonnet 5.5 traz um detalhe que não aparece na tabela: os 70,6% foram medidos com as salvaguardas ligadas, e as requisições bloqueadas por elas foram respondidas por um modelo de reserva — 1,2% das requisições, em 1,5% das rodadas. No Opus 5.5, 2,5% das requisições foram sinalizadas, afetando 10% das rodadas.10 As regras estão escritas: no Opus 5.5, bloqueios por risco biológico e por desenvolvimento de modelos de fronteira caem para o Opus 5; por uso indevido em cibersegurança, para o Opus 4.8. A troca vale nos produtos da própria Anthropic e para quem opta por ela na API, e a empresa diz que os bloqueios são transparentes — não alteram respostas às escondidas.12
É o tema do nº 2 por outro caminho: o modelo que você chama não é sempre o que responde. Aqui a troca é declarada, opcional na API e rara. Mas ela existe dentro do número de benchmark — e, para um agente que trabalha com segurança ou escreve kernels para aceleradores de IA, “rara” pode ser a tarefa inteira. Quem constrói nessa área precisa testar com o modelo de reserva ligado e desligado, e registrar quando ele entrou.
O pensamento que não desliga e o cache a 5%
O Opus 5.5 pensa sempre e recusa chamadas que forçam o uso de ferramenta. Em troca, cobra pela leitura em cache um vigésimo da entrada. Na conta de um mês de agente, o corte de 20% no preço de lista vira 29%.
As notas de versão do dia 22 trazem duas linhas que importam mais do que a tabela de benchmarks para quem vai migrar. No Opus 5.5, o pensamento adaptativo não pode ser desligado. E uma chamada com tool_choice em any ou tool — que obriga o modelo a usar uma ferramenta — retorna erro 400.4 Forçar ferramenta é um padrão comum em extração estruturada e em harnesses que encadeiam etapas. Quem usa esse padrão precisa reescrever a chamada antes de trocar de modelo, e quem pagava por respostas curtas sem pensamento vai pagar pelo pensamento que o modelo decidir ter.
Do outro lado, o cache. A leitura em cache do Opus 5.5 custa US$ 0,20 por milhão de tokens — 5% do preço de entrada; no Opus 5 eram 10%. O Sonnet 5.5 segue a mesma regra: US$ 0,10.3 O código 1 repete o mês de agente do nº 3 — seis bilhões de tokens lidos, 240 milhões escritos — agora com 90% de acerto no cache.
# O mesmo mês de agente do nº 3 (6 bilhões de tokens lidos, 240 milhões escritos), agora com 90% de acerto no cache
entrada, saida, acerto = 6_000, 240, 0.90 # milhões de tokens
modelos = { # US$ por milhão de tokens: entrada, leitura em cache, saída (lista em 28/9)
"Claude Opus 5": (5.00, 0.50, 25.00),
"Claude Opus 5.5": (4.00, 0.20, 20.00),
"Claude Sonnet 5.5": (2.00, 0.10, 10.00),
"GPT-6 Astra": (10.00, 1.00, 50.00),
"GPT-6 Sol": (2.00, 0.20, 10.00),
"MiMo-V2.6-Pro": (0.435, 0.0036, 0.87),
}
def mes(pin, pcache, pout, h=acerto):
return entrada * ((1 - h) * pin + h * pcache) + saida * pout
print(f"{'modelo':18}{'sem cache':>11}{'90% cache':>11}{'economia':>10}")
for nome, p in modelos.items():
sem, com = mes(*p, h=0), mes(*p)
print(f"{nome:18}{sem:>11,.0f}{com:>11,.0f}{1 - com / sem:>10.0%}")
o5, o55 = mes(*modelos["Claude Opus 5"]), mes(*modelos["Claude Opus 5.5"])
print(f"\nOpus 5.5 contra Opus 5, só pelo preço de lista: {1 - o55 / o5:.0%} mais barato")modelo sem cache 90% cache economia
Claude Opus 5 36,000 11,700 68%
Claude Opus 5.5 28,800 8,280 71%
Claude Sonnet 5.5 14,400 4,140 71%
GPT-6 Astra 72,000 23,400 68%
GPT-6 Sol 14,400 4,680 68%
MiMo-V2.6-Pro 2,819 489 83%
Opus 5.5 contra Opus 5, só pelo preço de lista: 29% mais baratoExecutado em 23 de outubro de 2026 com Python 3.13. Sem o custo de escrita no cache, que depende de quantas vezes o prefixo muda; sem os tokens de pensamento, que dependem da tarefa. O Opus 5 cobra a leitura em cache a 10% da entrada, a regra anterior da Anthropic. [3]
Com cache, o Opus 5.5 sai 29% mais barato que o Opus 5 na mesma carga, contra 20% sem cache. A Anthropic diz que o modelo custa 40% menos “em cargas típicas”.1 A diferença entre os 29% da conta e os 40% do anúncio teria de vir de o modelo gastar menos tokens para fazer o mesmo trabalho — o que é possível, mas não está medido em lugar público. E vale o contrário para o Sonnet 5.5: o preço por token é o mesmo do Sonnet 5, mas ele é o modelo que mais escreve por tarefa no índice. Para os dois, o número que decide é o custo por tarefa no seu próprio agente, e esse só você mede.
O segundo melhor aberto não entra no painel
Entre os modelos de pesos abertos, o GLM-5.3 fica a um ponto do MiMo-V2.6-Pro. Não entra no indicador por uma cláusula que afeta quase ninguém. É de propósito. No Brasil, a semana passou sem edital e sem tramitação.
Nenhum laboratório publicou pesos novos de ponta entre 22 e 28 de setembro, e o topo dos abertos no índice da Artificial Analysis continua o da semana anterior: MiMo-V2.6-Pro com 46, GLM-5.3 com 45, Kimi K3 com 44, GLM-5.3-Flash com 42.15 Só dois desses estão sob MIT. O GLM-5.3, lançado em agosto, usa uma licença própria da Z.ai que permite uso comercial com uma exceção: quem oferece o modelo como serviço e tem receita combinada acima de US$ 10 bilhões em doze meses precisa passar por uma revisão de segurança da empresa.13 O Kimi K3 também tem licença própria, como o nº 1 contou. A tabela 1 resume.
| Modelo | Índice | Licença | Saída, US$/M | No indicador? |
|---|---|---|---|---|
| MiMo-V2.6-Pro | 46 | MIT | 0,87 | Sim — o mais bem colocado |
| GLM-5.3 | 45 | GLM-5.3 License | 4,40 | Não — licença própria |
| Kimi K3 | 44 | Licença própria da Moonshot | não verificado | Não — licença própria |
| GLM-5.3-Flash | 42 | MIT | 0,50 | Elegível, abaixo do MiMo |
A cláusula do GLM-5.3 alcança só quem vende o modelo como serviço e fatura acima de US$ 10 bilhões por ano — um punhado de empresas no mundo. Ainda assim, o modelo fica fora do indicador, e a razão é prática: um departamento jurídico lê licença de forma binária. MIT e Apache 2.0 dispensam a pergunta “estamos na exceção?”; qualquer licença própria obriga alguém a respondê-la, por escrito, antes do primeiro deploy. O indicador mede o preço do que se pode usar sem essa conversa. Quem pode ter a conversa encontra, no GLM-5.3, um ponto a menos que o MiMo por cinco vezes o preço de saída — o que, no gráfico do primeiro movimento, o deixa sozinho no meio do caminho.
Brasil
Nenhum edital novo com valor e prazo apareceu na semana, e o indicador do PBIA fica em R$ 1,009 bilhão. O PL 2338/2023 segue sem movimento na Câmara desde 2 de setembro.17 Os dois prazos de outubro continuavam de pé no fim da semana: as propostas da RHAE IA até o dia 9 e a abertura das propostas de Macaíba no dia 8.
O que observar
Novas submissões do Opus 5.5 e do Sonnet 5.5 no placar oficial do Terminal-Bench 4.0. Na data de publicação, os dois têm 64,85% e 61,82% lá (juízo 2).11
O topo do índice e o modelo mais caro dos três grandes (juízo 1); o modelo mais verboso medido pela Artificial Analysis (juízo 4).6,15
As notas de versão da Anthropic, atrás de um jeito de desligar o pensamento do Opus 5.5 (juízo 3), e os próximos pesos da Z.ai (juízo 5).4,13
Juízos da edição anterior, revisitados
- 1
Até 31 de dezembro de 2026, a distância entre o modelo mais bem colocado no índice da Artificial Analysis e o melhor aberto sob MIT ou Apache 2.0 fica acima de cinco pontos.
- 2
Até 31 de março de 2027, o aberto permissivo mais bem colocado no índice continua custando menos de US$ 1,50 por milhão de tokens de saída na API do próprio laboratório.
- 3
Até 31 de março de 2027, a Xiaomi publica sob MIT um MiMo com 50 pontos ou mais no índice da Artificial Analysis, na versão do índice vigente.
- 4
O primeiro lugar do índice de voz da Artificial Analysis, hoje do Grok Voice 3.0, muda de mão pelo menos mais uma vez até 31 de março de 2027.
- 5
Até 31 de dezembro de 2026, a xAI publica como rodou os números de Terminal-Bench da tabela de lançamento do Grok 4.7 — harness e número de rodadas.
Fontes
- 1Claude Opus 5.5Preço, modo rápido, disponibilidade, tabela de benchmarks e a afirmação de custo 40% menor em cargas típicas.
- 2Claude Opus 5.5: Intelligence, Performance & Price AnalysisNotas por nível de esforço, medição independente.
- 3PricingPreços de entrada, saída, escrita e leitura em cache do Opus 5.5, Opus 5 e Sonnet 5.5. Lida na data de publicação; as notas de versão não registram mudança desde o lançamento.
- 4Claude Developer Platform — release notesEntrada de 22 de setembro: pensamento sempre ligado e erro 400 com `tool_choice` forçado no Opus 5.5.
- 5Claude Sonnet 5.5Preço, Terminal-Bench 4.0 (70,6%, contra 10,3% do Sonnet 5) e as afirmações de velocidade e custo por tarefa.
- 6ChangelogEntradas de 22 e 28 de setembro: o 58 do Opus 5.5 e o 56 do Sonnet 5.5, com o maior número de tokens de saída por tarefa já medido.
- 7API changelogLançamento do GPT-6 Sol e do Luna (22 de setembro) e a correção de imagem (25 de setembro).
- 8GPT-6 Sol and Luna push the cost efficiency frontierNotas, custo por tarefa do índice e índice de agentes de código, nas gerações 5.6 e 6.
- 9API pricingPreços do GPT-6 Sol, do Luna e do Astra. A página não tem data.
- 10System Card: Claude Sonnet 5.5Seção 8.5: protocolo do Terminal-Bench 4.0, erro padrão, calibração contra o placar e a taxa de respostas do modelo de reserva.
- 11Terminal-Bench 4.0 — leaderboardSubmissões dos laboratórios. As do Opus 5.5 e do Sonnet 5.5 foram criadas em 6 de outubro.
- 12System Card: Claude Opus 5.5Seção 1.5: salvaguardas e modelos de reserva.
- 13GLM-5.3 — LICENSEA exceção para quem oferece o modelo como serviço com receita acima de US$ 10 bilhões.
- 14PricingGLM-5.3 a US$ 1,40 / US$ 4,40; GLM-5.3-Flash a US$ 0,50 de saída.
- 15AI Model LeaderboardRanking dos modelos de pesos abertos e notas do GPT-6 Luna e do Grok 4.7.
- 16API Pricing — Pay-as-you-goMiMo-V2.6-Pro e Flash, entrada, cache e saída.
- 17PL 2338/2023 — ficha de tramitaçãoSem movimento desde 2 de setembro.
- 18Artificial Analysis Intelligence Index v4.3O Terminal-Bench 4.0 medido de forma independente: 59,1% do Astra.
Receba o próximo Cinco
Terça, 7h, no seu e-mail. Cinco itens, com fonte. Sem newsletter diária, sem promoção, e o descadastro é um clique.